“Eu achei que isso seria o mais difícil, mas me enganei” – PARTE I: Candidatura para as unviersidades Europeias

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E aí, meu povo… Cá estou com mais um post. O post de hoje é sobre os procedimentos exigidos para a candidatura em uma universidade Europeia.

O título deste post certamente será uma frase dita com frequência, aparentemente… Achei que essa seria a fase mais difícil, mas me enganei. Sabia de nada, inocente.

Das minhas 34 opções de universidade no fim das contas eu me candidatei inicialmente para 4 universidades: 2 na Holanda, 1 na Escócia e 1 na França.

Para se candidatar em uma universidade Europeia não tem grandes segredos na documentação em si. Abaixo, alguns (muitos) pitacos pessoais para quem tiver interesse em se aventurar em uma especialização no exterior.

Os documentos solicitados são:

  1.  CURRICULUM VITAE: 

    Este deve ser atualizado, geralmente em inglês.

    Eu gosto muito de um site chamado CV MAKER (https://cvmkr.com/). Ele tem todo um padrão, você só escreve as informações, ele formata e depois é só escolher o modelo e a letra e aparece tudo configurado e bonitinho. Ainda nesse site você consegue fazer um CV em inúmeros idiomas. Ao selecionar o idioma ele já deixa o seu CV (de uma forma básica) com as informações mínimas necessárias de acordo com aqueles país ou idioma.

    Ele fica salvo no seu cadastro, ou seja, vc pode fazer vários CV’s de acordo com a vaga de interesse e idioma. Assim, sempre que precisar ou tiver algo a acrescentar é só abrir, atualizar e baixar o arquivo em .pdf.

    Diquinha da Bia: Veja na internet sobre o seu país de destino e como normalmente eles escrevem um CV, se eles costumam colocar foto e principalmente como eles descrevem a experiência – que é totalmente diferente do Brasil, diga-se de passagem.

  2. CARTA MOTIVACIONAL:

    É uma carta onde você explica o porque que você quer entrar nesta universidade e relaciona o seu interesse com a sua experiência (seja acadêmica ou profissional ou pessoal ou os 3). Na minha eu mencionei o meu interesse nas 3 áreas.Esta carta é o mais importante de TUDO. Você deve escrever com calma e no seu estilo, sem copiar “ipsis literis” da internet. Eles recebem zilhões de cartas e se você quer ser notado, tem que ser especial. Se dê o tempo e a inspiração que depois valerá a pena. Se você for se candidatar a mais de uma universidade (como eu fiz), você pode reutilizar o que vc já escreveu, CONTUDO, adapte cada caso a um caso. Tenha sempre como base apenas a introdução e autoapresentação.

    Diquinha da Bia (1):
    Entre no site das universidades e veja o que elas têm de interessante para você (seja o quadro de esporte, professores, grade de aulas) e coloque isso como ponto de interesse na sua carta. Eles dão muito valor a esse tipo de link, pois você sai como o interessado da história, porque leu o site inteiro antes de escrever a sua carta e conseguiu atrelar o que a universidade dispõe além do estudo que são parte do seu interesse pessoal.
    Diquinha da Bia (2): Pesquise na internet modelos de carta de motivação para saber o padrão, o que e como escrever.

    Aqui embaixo estou anexando uma das cartas motivacionais que enviei para uma das 4 universidades para terem  uma ideia de como colocar seu histório escolar e profissional e como relacioná-los à universidade:

  3. DUAS OU TRÊS CARTAS DE REFERÊNCIA:

    Resumidamente, são cartas de pessoas que tiveram contato com você durante a sua trajetória dizendo que vc é o melhor aluno ou funcionário do mundo e o quanto a sua reputação é ilibada e que é ótimo, imprescindível e enriquecedor tê-lo(a) por perto.

  4. TESTE DE PROFICIÊNCIA:

    Depende do idioma e país. Ainda, cada curso estipula uma nota como pré-requisito. Para o meu caso, todas as universidades para as quais eu queria me candidatar aceitavam o IELTS e algumas o TOEFL (este é mais aceito em cursos nos EUA). Logo, visando o custo benefício, prestei o IELTS. Minha prova terá um post especfíco COM TODA CERTEZA (tive problemas com a prova e vou dar dicas de como não cometer os mesmos erros que os meus).

  5. CÓPIA DO DIPLOMA DE GRADUAÇÃO ORIGINAL E TRADUZIDO:

    Ao se candidatar você já deve ter o diploma de graduação em mãos ou então um comprovante de conclusão de curso. A tradução do documento deve ser feita por tradutor juramentado. No meu caso a tradução foi feita para o inglês, mas tudo depende do país para o qual vc vai e o curso… Podem ser que exijam a tradução em idioma diverso.

    Tem um site em você consegue encontrar tradutores na sua região através do idioma em que pretende traduzir o documento ou o Estado. http://traducaojuramentada.org/

     

  6. PAGAMENTO DE INSCRIÇÃO*:

    Algumas universidades pedem o pagamento de uma taxa de inscrição para analisarem sua candidatura.

    * Não são todas as universidades que exijem essa taxa (geralmente varia de 30-125 euros). 

    Eu particularmente deixei de me inscrever na melhor universidade da Europa para pós-graduação em Direito Tributário porque exigia o pagamento de 100 euros para analisarem a documentação. Com o euro no preço que tá, minha gente, mesmo sendo a melhor universidade, não dei continuidade na minha inscrição. O gasto nessa brincadeira não é só essa, não!

  7. PREENCHIMENTO DE INFORMAÇÕES PESSOAIS NA INTERNET:

    Todas as informações acima provavelmente precisarão ser anexadas no site e você preenche com suas informações pessoais, número de passaporte, validade etc para assim submeter a sua candidatura.Diquinha da Bia: é aconselhado que você tenha seu passaporte com validade até 6 meses após o retorno previsto. Do contrário, o consulado pode encrencar ou até mesmo negar a sua imigração quando chegar ao país de destino.

DICA FINAL (e mais importante): Submeta a sua inscrição o quanto antes!!!! Geralmente as inscrições vão de Novembro a Abril. As universidades europeias analisam os documentos por ordem de chegada. Logo, se você for o primeiro (ou um dos) a entregar a sua documentação e tiver tudo ok, eles dificilmente vão negar o seu ingresso na universidade. Agora, se vc se candidata no (pen)último dia, muito provavelmente as vagas ja foram preenchidas e você fica na lista de espera. Quando fica. E às vezes o histórico das pessoas que se candidataram antes de você nem era tão bom quanto o seu… E ela entrou e você não.

Outra triste realidade é quando tem muitas pessoas e poucas vagas remanescentes, eles são super criteriosos na escolha, afinal, agora tem concorrência e MUITA. Que vença o melhor (o europeu que estudou numa universidade fundada em 1400 e que fala 4 idiomas fluentemente, pois no pais dele falam 3 e o quarto foi um hobbie e com inúmeros trabalhos voluntarios. Ué, no último dia esperava concorrer com qm?!)! Claro, foi um exemplo um tanto exagerado, até pq muitas universidades diferem o prazo de inscrição pra europeus e não europeus, mas nem todas…. E tem muitos não europeus com uma bagagem bem parecida com a do exemplo acima!!! Portanto, fica esta como a última diquinha da Bia. 😉

Post longo!!!! Sorry. Entendem agora por que eu achava que esta seria a etapa mais difícil. O problema não está na documentação em si, mas em como fazer.

É trabalhoso, tem muito detalhe e exige uma certa dedicação.

Hahahahaha, quem dera fosse só isso… calma que ainda piora.

Bisous à tous!


2 comentários sobre ““Eu achei que isso seria o mais difícil, mas me enganei” – PARTE I: Candidatura para as unviersidades Europeias

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