O primeiro alarme a gente nunca esquece

incendio

Bonjour!

Acabou de acontecer e preciso escrever! Se acontecer com vc um dia, lembre-se desse post que te salvará de ter que abrir a porta de pijama.

Começando pelo começo. Essa semana parei para ler os papéis que tem atrás da minha porta que falam sobre saída de incêndio e como testar o seu alarme de incêndio e pensei “Ah, quem sabe eu não teste algum dia desses…”

Cá estava eu agora pouco fazendo meu café da manhã, torrada de baguete com manteiga na frigideira. Ficaram prontas e como eu SEMPRE faço, eu coloquei detergente na frigideira, água (pra ficar mais fácil para lavar depois) e coloquei de volta no fogão que demora um pouco para para voltar a temperatura normal. Faz bastaaaante espuma e facilita muito a lavagem depois.

Ok. Dessa vez talvez eu tenha colocado água demais. Estou quase sentando na cadeira qd escuto um barulho ensurdecedor. Meu primeiro instinto em estado zumbi foi colocar as mãos no ouvido e pensar “WTF?!?!?!” Aí me dei conta de que era o meu alarme de incêndio do meu cafofo.

Corri pelo enorme (só que não) cafofo, peguei a outra cadeira, subi e fiquei esmurrando o alarme pra ver se parava de alguma forma. Sei que de repente parou.

Resolvi abrir a porta ainda atordoada com o que tinha acontecido e a última coisa que eu ia pensar era em como eu tava vestida – que por sorte essa noite dormi com um pijama decente. No que eu abri a porta o FOFO do pintor já estava aqui na minha porta.

Breve história desse pintor fofo: Estão pintando o meu andar e essa semana eu estava louca da vida por que a porta da escadaria voltou a fazer barulho. Saio eu de casa com um bico que tava aí no Brasil, munida do meu kit silêncio: jornal e durex. Quando começo a fazer meu cambalacho na porta ele me viu e veio perguntar “Está tudo bem, madame?” Ah, já me derreti aí. Meu bico diminuiu (um pouco) e como eu não sei falar barulho em francês eu olhei bem na cara dele, apontei para a maçaneta e disse “NOISE.” Não tinha muito porquê prolongar. Achei que uma palavra e um gesto era o suficiente para ele compreender.
Ele me olha e diz “Fait ‘BLAM!’ ‘BLAM!‘?”
Eu respondo “Oui, c’est ça, ‘BLAM!’ BLAM!!!‘”
E começamos uma conversa frutífera com onomatopeias e gestos por alguns minutos. Devíamos parecer 2 primatas, só acho.
Sei que ele falou em frânces que ia dar um jeito, pegou o telefone, ligou para alguém relatou o problema e eu voltei pro meu quarto. Nem 5 min depois ele bate na minha porta e diz “Vem aqui… Olha, acho que agora ta bom. Olha só… (abriu a porta e ficamos olhando esperando ela fechar como se fosse o último pênalti da final da Copa do Mundo) Agora ta bom?” Ah, a porta não fez um piu. Pulei no corredor e disse “Oui, c’est parfait! Merci, merci!” – tenho que aproveitar toda e qualquer oportunidade que tenho para falar o pouco que sei! – e passei a amar incondicionalmente esse pintor.

Voltando ao alarme de incêndio… abri a porta e comecei a falar em italiano com ele não sei pq, sei sim, se chama SONO. Acho que a confusão mental está ficando cada vez pior. Só me dei conta que estava falando em italiano lá pela quarta frase quando eu pensei “o que que tu ta fazendo, Bia?!” e me dei conta tb que tava no meio do corredor falando em italiano com um francês de pijama, meia de inverno cabelo pra cima e provavelmente com a cara toda babada. Ele viu que apesar dessa cena possivelmente traumática, eu estava bem e disse que quando isso acontecesse eu poderia resolver rapidamente (acho que talvez eu tenha demorado um pouco): pegar a vassoura que (eu aprendi o que era graças à mímica dele!!! Se diz balai) e encostar no alarme que resolve o problema. Simples assim:

Está tudo bem, não passou de uma fumaça mínima de água com detergente. Que alarme du doce (termo santista – para quem não o for e não souber o que é, o dicionário de dialétos diz que significa:  Qualquer porcaria genérica, tosca ou malfeita ). ¬¬

Acho que agora de fato vou ter que fazer o teste para ver se ele ainda funciona depois de tanto ser esmurrado! Hahahaha

Bisous à tous!


2 comentários sobre “O primeiro alarme a gente nunca esquece

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