Guess who’s back? Back again…

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Bonjour, meu povo!

Demorei (e MUITO!), mas to de volta!

Acho importante eu dizer o motivo do meu sumiço… Meus posts geralmente por mais perregnues que fossem sempre transpareceram muito minha persona. Sempre teve um toque de humor e para os que me conhecem pessoalmente, diziam que conseguiam ouvir minha voz contando o que eles liam no meu blog.

Porém, se vocês observarem, meu último post foi enquanto eu estava no Brasil e, apesar da alegria de ter conseguido um estágio, de ter sido a única “Non-EU student” a conseguir e tudo mais, a volta ao Brasil foi um pouco díficil pra mim.

Não, não. Fiquem tranquilos, nada de sério aconteceu, pelo contrário, foi tudo maravilhosamente LINDO! Sabe, vou falar por mim… Quando eu comecei a escrever o blog, eu estava tão focada em sair do país, ansiosa que só me dei conta de tudo depois que sai dele e voltei. Sim, só sair do país não é o suficiente, é preciso sair e voltar pra sua vida antiga pra cair o balde de água fria nos caracóis dos seus cabelos.

Antes de vir, eu (e acho que todo mundo) tá hiper ansioso pelo o que nos aguarda, de como vai ser que… na hora de dar o tchau, você o faz. E você não se dá conta que largou tudo pra trás, para tentar um novo caminho longo, solitário, árduo e cheio de incertezas. Inúmeras pessoas falam sobre isso em blogs (estou sendo mais uma), mas você só sabe MESMO o que é isso e o que você vai sentir quando você calçar os sapatinhos da situação.

Não é à toa que muitas pessoas não têm coragem ou dizem que pessoas que o fazem são de extrema coragem. E olha, eu também tiro o chápéu pra “nóis” viu… Agora eu vejo todos os posts que fiz sobre os perrengues que passei… Eu dou risada de mim mesma e penso “Nossa, e você nem imaginaria que passaria por situação pior, tipo …! Aquilo, foi fichinha, achei que era o mais difícil, mas me enganei!”. E sei que ainda tenho muito perrengue pra passar!!!

Minha ida ao Brasil foi tão ótima que comecei a me questionar “Cara, o que que tô fazendo???”, especialmente no que tange à amigos e família. Todos dizem “Ah, nós vamos te visitar!!!” Eu sou uma pessoa que tem muitos amigos no Brasil e com uma família bem numerosa. Ah, sim, eu sei a distinção entre amigos e colegas… Hahahah e repiso que tenho muitos amigos. Porém, nesse 1 ano e meio, sem contar os meus pais, UM amigo veio me visitar. Entendo que o euro está nas alturas etc. Mas quando você parte, ou melhor, quando você tá aqui passando perrengue e sem amigos, você meio que se apega a isso pra te ajudar a viver do lado de cá hahaha

Sim, fiz ótimos amigos enquanto estudava, mas nenhum ficou França, a maioria voltou pra casa ou 1 ou 2 ficaram em algum outro lugar da União Europeia. Tenho amigas brasileiras aqui (não muitas por questões óbvias – se eu to aqui, viverei a vida daqui… e pagar o preço disso -, mas as poucas que tenho são das boas!) e é o que torna tudo mais fácil. Fazer amigos aqui não é que nem no Brasil. Já fiz amizade no elevador do meu prédio indo pra casa, no ônibus municipal, no bar…. Em lugares que consideramos NORMAIS enquanto aqui, se não tiver um amigo que lhe apresente um amigo (que não será seu amigo) ou aplicativos (que a amizade também raramente se mantém), nada acontece. E pra eles tudo bem, é normal essa vida de ovelha desgarrada, de cada um no seu quadrado.

Quando você chega e se depara com esse estilo de vida totalmente diferente, tudo bem, você vai vivendo e não se importa muito, até porque seus amigos da faculdade tão ali. Mas o ano letivo acaba, vão todos embora, e aí? Eu sabia que esse momento chegaria e que chegaria de volta à França já sem boa parte dos amigos e pra me despedir dos últimos que ficaram o máximo que puderam.

No quesito família, o tempo passa para mim e pra todo mundo. Poxa, fui logo ali e voltei em menos de 1 ano e meu sobrinho mais velho já estava quase do meu tamanho, todo mundo seguindo a vida, como eu sigo a minha por aqui.

E enfim, todas estas coisas e essa vibe pesada (nada a ver comigo) caíram em peso assim que o avião aterrisou em Paris e a aeromoça disse “Bienvenue à Paris” e enquanto uns choravam de felicidade, eu chorava de desespero.

Eu nunca fui de reclamar da França ou de dizer “COMO ISSO? Porque no Brasil, fazemos assado ou cozido!” e desprezando o país que, apesar dos perrengues, me abriu as portas e me dá inúmeras oportunidades (algumas até maiores do que os próprios nativos!). Eu sempre tento focar no quesito cultura e “é assim e pronto. Aceita e você que tem que se adequar por mais bizarro que lhe pareça. Você saiu do seu conforto do que lhe era conhecido e correto porque quis, eles não bateram na sua porta e te tiraram à força do Brasil. Então bora se adequar e a vida que segue.” E quando eu cheguei eu tava INSUPORTÁVEL, tudo eu reclamava, comparava, não tava dentro de mim.

Demorou um tempinho pra eu conseguir me reestabelecer e ver sentido em tudo de novo e me centrar na realização do meu sonho. Relembrar os motivos pelos quais eu quis sair do Brasil e do que eu sinto falta é “tão-somente” a praia, minha cama de casal, família e amigos (não nesta ordem, pra que fique claro). Que se eu ainda estivesse no Brasil, não me sentiria feliz e plena. Demorou um tico organizar tudo na cabeça de novo, mas agora tá tudo bem e continuo achando que cada lágrima, cada perrengue vale e valeu à pena. Não me arrependo de nada (até chegar a próxima ida ao Brasil e veremos como irei reagir rs)!

Tenho tanta coisa pra compartilhar… Nesses 7 meses muita coisa aconteceu! Comecei o estágio e terminei o estágio. No meio do caminho CLARO que passei por vários outros perrengues administrativos e não consegui postar nada, mas eles estão todos aqui em modo rascunho pra lançar ao mundo e te ajudar a evitar ficar no beco do desespero. 😉

Agora que reencontrei a Bia europeia (porque sim, nós somos pessoas diferentes aqui), pois sabia que meu estado naquele momento impactaria na minha desenvoltura na escrita (que já não é aquelas coisas) e na minha espontaneidade, agora posso dizer que estou melhor impossível e com um pouco de tempo pra voltar ao blog com força total! Logo logo teremos chuva de posts!

Bisous à tous!


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